Acabei de ler o post da Marina, do blog " Um ano sem compras", sobre a angústia de destralhar objetos que trazem lembranças...aff...complicado!
Ela diz que em visita a casa dos pais, se depara com seus pertences do passado, e sofre ao tentar se desfazer desses objetos, pois tem a impressão de estar se desfazendo de parte de sua história de vida.
Eu entendo perfeitamente tal sentimento e estou chegando num ponto de destralhamento, muito delicado tb. Continuo com meu projeto de destralhar 10 objetos ( semanalmente... agora) e já me vi, devolvendo itens, que havia destinado à doação,para poder pensar melhor, sobre sua importancia.
Outro dia disse à minha filha, que desse uma olhada na caixa de doação,pois os objetos estavam cada vez melhores, mais úteis e bonitos, e de fato, ela quis para ela, duas fronhas em ótimo estado e uma cestinha organizadora.
Falta pouco para que me depare com objetos de valor afetivo. No ano passado, me desfiz de todos os meus diários. Lia e ia rasgando página por página, as vezes rindo, as vezes chorando. Ao final, um sentimento de paz enorme, tomou conta de mim! Selei a paz com meu passado e deixei de fazer "auditoria" de minha vida. O que passou...passou e de nada adianta saber detalhes de emoções vividas no passado. Na maioria das vezes foi até angustiante, pois se o fato narrado era triste, sofri novamente ao recordar, se era muito feliz, senti a tal melancolia, isso sem mencionar o fato de me pegar avaliando a situação vivida na época, com a opnião que tenho hoje em dia sobre as coisas,pessoas etc.
Ainda tenho uma caixa com objetos de valor sentimental e afetivo, denominada "Museu Familiar". São objetos "raros" que herdei, e que fizeram de mim,uma verdadeira guardiã! Daqui algum tempo, passarei a caixa e o cargo para meus filhos, não sem antes contar a história de cada objeto guardado, e aí... Eles decidem.
Por enquanto vou me desfazendo de itens que perderam a funcionalidade para o momento que vivo agora, mas que podem ser úteis para uma outra pessoa.